terça-feira, 16 de junho de 2009

O Porta-fólio e a formação do professor reflexivo

O PORTA- FÓLIO E A FORMAÇÃO DO PROFESSOR REFLEXIVO
Benigna Maria de Freitas Villas Boas - UnB (maio/2001)
O que é – Originalmente, o porta-fólio (portfólio) é uma pasta grande e fina em que os artistas e os fotógrafos iniciantes colocam amostras de suas produções as quais apresentam a qualidade e a abrangência de seu trabalho, de modo a ser apreciado por especialistas e professores. Essa rica fonte de informação permite aos críticos e aos próprios artistas iniciantes compreenderem o processo em desenvolvimento e oferecerem sugestões que encorajem sua continuidade. Em educação, o porta-fólio apresenta várias possibilidades: uma delas é a sua construção pelo aluno. Neste caso, o porta-fólio é uma coletânea de suas produções, as quais apresentam as evidências da sua aprendizagem. É organizado por ele próprio para que ele e o professor, em conjunto, possam acompanhar o seu progresso.
Para que serve – Para vincular a avaliação ao trabalho pedagógico em que o aluno participa da tomada de decisões, de modo que ele formule suas próprias idéias, faça escolhas e não apenas cumpra as prescrições do professor e da escola. Nesse contexto a avaliação se compromete com a aprendizagem de cada aluno e deixa de ser classificatória e unilateral. O porta-fólio é uma das possibilidades de criação da prática avaliativa comprometida com a formação do cidadão capaz de pensar e de tomar decisões.
Como construí-lo – Alguns princípios-chave orientam a sua construção:
- O primeiro deles, como se percebe, é o da sua construção pelo próprio aluno, possibilitando-lhe fazer escolhas e tomar decisões.
- Essa construção é feita por meio da reflexão, porque o aluno analisa constantemente as suas produções. Além disso, ele é estimulado a realizar atividades complementares, por ele selecionadas.
- Esse processo favorece o desenvolvimento da criatividade, porque o aluno escolhe a maneira de organizar o porta-fólio e busca maneiras diferentes de aprender.
- Enquanto assim trabalha, ele está permanentemente avaliando o seu progresso. A auto-avaliação é, então, um componente importante.
- O trabalho pedagógico e a avaliação deixam de ser de responsabilidade exclusiva do professor. A parceria passa a ser um princípio norteador das atividades,
- A vivência desse processo dá oportunidade ao aluno de desenvolver sua autonomia frente ao trabalho pedagógico. Ele percebe que pode trabalhar de forma independente e não ficar sempre aguardando orientação do professor. Forma-se, assim, o cidadão e o trabalhador capaz de ter inserção social crítica.
- O trabalho com o porta-fólio tem início com a formulação dos seus propósitos, para que todos saibam claramente em que direção irão trabalhar.
Como avaliá-lo – É necessário que professores e alunos, em conjunto, definam os descritores (critérios) de avaliação, levando em conta, entre outros aspectos, os propósitos. Como os dois segmentos avaliam a construção do porta-fólio, ambos devem se basear nos mesmos critérios.
Considerações finais – A adoção adequada do porta-fólio favorece a prática da avaliação formativa, voltada para o desenvolvimento do aluno, do professor e da escola. Além disso, o seu uso permanente faz com que deixe de ser apenas um instrumento de avaliação e passa ser a própria organização do trabalho pedagógico da escola como um todo e da “sala de aula”.

domingo, 14 de junho de 2009

Site da Secretaria de Educação

http://www.educacao.pe.gov.br/

A Moça Tecelã , Marina Colasanti

Acordava ainda no escuro, como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. E logo se sentava ao tear. Linha clara, para começar o dia. Delicado traço cor da luz, que ela ia passando entre os fios estendidos, enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte. Depois lãs mais vivas, quentes lãs iam tecendo hora a hora, em longo tapete que nunca acabava. Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos do algodão mais felpudo. Em breve, na penumbra trazida pelas nuvens, escolhia um fio de prata, que em pontos longos rebordava sobre o tecido. Leve, a chuva vinha cumprimentá-la à janela. Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros, bastava a moça tecer com seus belos fios dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza. Assim, jogando a lançadeira de um lado para outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás, a moça passava os seus dias. Nada lhe faltava. Na hora da fome tecia um lindo peixe, com cuidado de escamas. E eis que o peixe estava na mesa, pronto para ser comido. Se sede vinha, suave era a lã cor de leite que entremeava o tapete. E à noite, depois de lançar seu fio de escuridão, dormia tranqüila. Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer. Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou em como seria bom ter um marido ao lado. Não esperou o dia seguinte. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi aparecendo, chapéu emplumado, rosto barbado, corpo aprumado, sapato engraxado. Estava justamente acabando de entremear o último fio do ponto dos sapatos, quando bateram à porta. Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de pluma, e foi entrando em sua vida. Aquela noite, deitada no ombro dele, a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade. E feliz foi, durante algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu. Porque tinha descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar. — Uma casa melhor é necessária — disse para a mulher. E parecia justo, agora que eram dois. Exigiu que escolhesse as mais belas lãs cor de tijolo, fios verdes para os batentes, e pressa para a casa acontecer. Mas pronta a casa, já não lhe pareceu suficiente. — Para que ter casa, se podemos ter palácio? — perguntou. Sem querer resposta imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates em prata. Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos portas e pátios e escadas, e salas e poços. A neve caía lá fora, e ela não tinha tempo para chamar o sol. A noite chegava, e ela não tinha tempo para arrematar o dia. Tecia e entristecia, enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira. Afinal o palácio ficou pronto. E entre tantos cômodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre. — É para que ninguém saiba do tapete — ele disse. E antes de trancar a porta à chave, advertiu: — Faltam as estrebarias. E não se esqueça dos cavalos! Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos, os cofres de moedas, as salas de criados. Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer. E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros. E pela primeira vez pensou em como seria bom estar sozinha de novo. Só esperou anoitecer. Levantou-se enquanto o marido dormia sonhando com novas exigências. E descalça, para não fazer barulho, subiu a longa escada da torre, sentou-se ao tear. Desta vez não precisou escolher linha nenhuma. Segurou a lançadeira ao contrário, e jogando-a veloz de um lado para o outro, começou a desfazer seu tecido. Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias, os jardins. Depois desteceu os criados e o palácio e todas as maravilhas que continha. E novamente se viu na sua casa pequena e sorriu para o jardim além da janela. A noite acabava quando o marido estranhando a cama dura, acordou, e, espantado, olhou em volta. Não teve tempo de se levantar. Ela já desfazia o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pé desaparecendo, sumindo as pernas. Rápido, o nada subiu-lhe pelo corpo, tomou o peito aprumado, o emplumado chapéu. Então, como se ouvisse a chegada do sol, a moça escolheu uma linha clara. E foi passando-a devagar entre os fios, delicado traço de luz, que a manhã repetiu na linha do horizonte.

Gaiolas e asas de Rubem Alves

Os pensamentos me chegam de forma inesperada, sob a forma de aforismos. Fico feliz porque sei que Lichtenberg, William Blake e Nietzsche frequentemente eram também atacados por eles. Digo "atacados" porque eles surgem repentinamente, sem preparo, com a força de um raio. Aforismos são visões: fazem ver, sem explicar. Pois ontem, de repente, esse aforismo me atacou: "Há escolas que são gaiolas. Há escolas que são asas".
Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-las para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo.
Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são os pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.
Esse simples aforismo nasceu de um sofrimento: sofri conversando com professoras de segundo grau, em escolas de periferia. O que elas contam são relatos de horror e medo. Balbúrdia, gritaria, desrespeito, ofensas, ameaças... E elas, timidamente, pedindo silêncio, tentando fazer as coisas que a burocracia determina que sejam feitas, como dar o programa, fazer avaliações... Ouvindo os seus relatos, vi uma jaula cheia de tigres famintos, dentes arreganhados, garras à mostra - e a domadoras com seus chicotes, fazendo ameaças fracas demais para a força dos tigres.
Sentir alegria ao sair de casa para ir à escola? Ter prazer em ensinar? Amar os alunos? O sonho é livrar-se de tudo aquilo. Mas não podem. A porta de ferro que fecha os tigres é a mesma porta que as fecha com os tigres.
Nos tempos de minha infância, eu tinha um prazer cruel: pegar passarinhos. Fazia minhas próprias arapucas, punha fubá dentro e ficava escondido, esperando... O pobre passarinho vinha, atraído pelo fubá. Ia comendo, entrava na arapuca e pisava no poleiro. E era uma vez um passarinho voante. Cuidadosamente eu enfiava a mão na arapuca, pegava o passarinho e o colocava dentro de uma gaiola. O pássaro se lançava furiosamente contra os arames, batia as asas, crispava as garras e enfiava o bico entre os vãos. Na inútil tentativa de ganhar de novo o espaço, ficava ensanguentado... Sempre me lembro com tristeza da minha crueldade infantil.
Violento, o pássaro que luta contra os arames da gaiola? Ou violenta será a imóvel gaiola que o prende? Violentos, os adolescentes de periferia? Ou serão as escolas que são violentas? As escolas serão gaiolas? Vão me falar sobre a necessidade das escolas dizendo que os adolescentes de periferia precisam ser educados para melhorarem de vida. De acordo. É preciso que os adolescentes, que todos, tenham uma boa educação. Uma boa educação abre os caminhos de uma vida melhor. Mas eu pergunto: nossas escolas estão dando uma boa educação? O que é uma boa educação?
O que os burocratas pressupõe sem pensar é que os alunos ganham uma boa educação se aprendem os conteúdos dos programas oficiais. E, para testar a qualidade da educação, criam mecanismos, provas e avaliações, acrescidos dos novos exames elaborados pelo Ministério da Educação.
Mas será mesmo? Será que a aprendizagem dos programas oficiais se identifica com o ideal de uma boa educação? Você sabe o que é "dígrafo"? E os usos da partícula "se"? E o nome das enzimas que entram na digestão? E o sujeito da frase "Ouviram do Ipiranga as margens plácidas de um povo heróico o brado retumbante"? Qual a utilidade da palavra "mesóclise"? Pobres professoras, também engaioladas... São obrigadas a ensinar o que os programas mandam, sabendo que é inútil. Isso é hábito velho das escolas. Bruno Bettelheim relata sua experiência com as escolas: "Fui forçado (!) a estudar o que os professores haviam decidido que eu deveria aprender. E aprender à sua maneira".
O sujeito da educação é o corpo, porque é nele que está a vida. É o corpo que quer aprender para poder viver. É ele que dá as ordens. A inteligência é um instrumento do corpo cuja função é ajudá-lo a viver. Nietzsche dizia que ela, a inteligência, era "ferramenta" e "brinquedo" do corpo. Nisso se resume o programa educacional do corpo: aprender "ferramentas", aprender "brinquedos".
"Ferramentas" são conhecimentos que nos permitem resolver os problemas vitais do dia-a-dia. "Brinquedos" são todas aquelas coisas que, não tendo nenhuma utilidade como ferramentas, dão prazer e alegria à alma.
Nessas duas palavras, ferramentas e brinquedos, está o resumo da educação. Ferramentas e brinquedos não são gaiolas. São asas. Ferramentas me permitem voar pelos caminhos do mundo.
Brinquedos me permitem voar pelos caminhos da alma. Quem está aprendendo ferramentas e brinquedos está aprendendo liberdade, não fica violento. Fica alegre, vendo as asas crescer... Assim todo professor, ao ensinar, teria de se perguntar: "Isso que vou ensinar, é ferramenta? É brinquedo?" Se não for, é melhor deixar de lado.
As estatísticas oficiais anunciam o aumento das escolas e o aumento dos alunos matriculados. Esses dados não me dizem nada. Não me dizem se são gaiolas ou asas. Mas eu sei que há professores que amam o vôo dos seus alunos.
Há esperança...
Rubem Alves

sábado, 13 de junho de 2009

quarta-feira, 10 de junho de 2009


Momentos de descobertas e troca de experiências.


Professoras Lourdes e Cristiana durante as apresentações dos grupos.


Nosso primeiro encontro na Escola Professor Mário Sette.

domingo, 17 de maio de 2009

Memorial

Memorial Profissional
Minha primeira experiência escolar se deu quando eu tinha 05 anos de idade, no ano de 1977, onde iniciei meu estudos no Colégio Cardeal Arcoverde, lá cursando a Alfabetização.
Devido a questões profissionais, meu pai e, nossa família de um modo mais geral, teve de se mudar para a capital do Estado, onde eu tive oportunidade de usufruir de experiências únicas e importantes para o meu desenvolvimento como pessoa e acima de tudo, como profissional. Lá estudei no Colégio Paulo VI, as séries de 1ª a 3ª.
Esta última experiência me render grandes lembranças. Apesar do curto período lá vivido, pude desfrutar de momentos dos quais não ousaria me esquecer. Fui acompanhada pela professora Stella, com quem, mesmo depois de ter me transferido desse colégio, continueu a me corresponder. Ela ensinou-me o que é a educação; me incentivou à leitura e como esta pode ser proveitosa e prazerosa; ensinou-me ainda que professores podem e devem ser formadores de opiniões e convicções. Sem dúvida nenhuma, eu tive um excelente início...
Todo o meu percurso ginasial foi bastante proveitoso e com muitas perguntas a serem respondidas...Conclui o meu 3° ano no Colégio Atual em Recife, passei no vestibular para Pedagogia na Universidade Federal de Pernambuco. Curso que abandonei três meses depois de ter iniciado; não me identifiquei na época. Também cursei faculdade de Turismo na Universidade Católica, mas tranquei depois de um ano e meio. Resolvi voltar para Arcoverde em 1992 sem ter a convicção do que realmente queria para mim, enquanto profissional. Apesar de tantas dúvidas, resolvi que iria prestar vestibular novamente, incentivado por minha mãe. O curso escolhido foi Letras,por causa das afinidades com as matérias.
Ainda assim, mesmo cursando Letras,minhas dúvidas fulminavam e eu continuava ser ter certeza de que realmente era aquilo que eu queria para mim, enquanto profissional.
Só que fui me identificando aos poucos com o curso e, o ápice deu-se quando, recebi uma proposta de estágio, para lecionar Língua Portuguesa e Inglesa na Escola Presidente Médice, para alunos do atual "Ensino Médio".A partir desta experiência, começei a achar que era realmente aquilo que eu deveria fazer e que eu deveria me dedicar com amor e paciência a esta minha escolha.
Em 1997 recebi outra proposta de trabalho do Colégio Cardeal Arcoverde para lecionar ao Ensino Fundamental I e II, Língua Inglesa. Ainda neste ano, consegui ser selecionada para lecionar ao Ensino Fundamental I e II no Colégio Imaculada Conceição.
A volta aos colégios onde eu já havia estudado e passado por tantas experiências, foi pra mim, muito gratificante. Eu pude pôr em prática muitos dos bons ensinamentos que eu obtive ali, bem como, deixei de exercer determinadas atitudes que me causaram tanta repugnância, tentei ser uma professora melhor do que foram outras comigo.
Ao final do ano de 1997, eu fui nomeada para o Cargo de Professora da Rede Estadual, concurso este que eu havia prestado e sido aprovada em Janeiro do mesmo ano. A primeira escola em que eu ensinei como concursada do governo foi a Escola Vigário João Inácio, no município de Buíque/PE. A decisão de trabalhar lá foi difícil uma vez que eu já tinha um fiho pequeno, era casada e estava grávida de outro bebê, além de trabalhar nos dois outros colégios, acabando por não conseguir me dedicar a nenhum deles de maneira plena.
Em assim sendo, tive de abdicar dos dois colégios particulares que mantinha contrato e ,consegui mais facilmente dedicar-me ao ensino público de forma mais homogênea.
Logo no início de 1999, após o período probatório no governo do Estado,pedi transferência para a cidade de Arcoverde/PE, onde lecionei na Escola Carlos Rios, a disciplina de Língua Inglesa, além de ser articuladora do Laboratório de Informática Educacional (LIE) neste mesmo colégio. Lá, com o auxílio dos alunos, pude desenvolver o projeto de um jornal na Escola, onde era exposta a vida da escola para os próprios alunos, desenvolvendo, assim,para eles, o seu senso crítico acerca de suas próprias ações e colocando em prática, no dia-a-dia, o que na escola aprendiam.
No início do ano de 2002,por conta de uqestões profissionais , mas adora de meu marido,eu, como sua esposa, resolvi acompanhá-lo e, pedi transferência para a cidade de Caruaru, onde atualmente resido e trabalho.
Aqui em caruaru, trabalhei na Escola Dom Miguel de Lima Valverde, lecionei Língua Portuguesa e Língua Inglesa;com turmas do Ensino Médio. Janeiro de 2003 começei a fazer pós-graduação em Arcoverde na Facudade AESA/CESA , No ano de 2006 fiz concurso novamente e fui aprovada. Fui localizada na Escola Professor Mário Sette,por conta disso pedi remoção do Dom Miguel para o Mário Sette. Ficando com uma carga horária de 350 aulas.
No Mário Sette, me senti em casa, fui bem acolhida, desenvolvi um trabalho de muita dedicação. Em maio de 2008, recebi a proposta de minha Gestora a fazer parte da equipe, relutei, mas acabei aceitando esse novo desafio em minha vida profissional; o novo cargo de Gestora Adjunta. No mês de agosto deste mesmo ano, fiz seleção interna para Educadora de Apoio e fui selecionada em quarto lugar.
Para 2009 tenho alguns planos que estão sendo colocados em prática: pedi dispensa do cargo de Gestora Adunta da Escola Mário Sette.Estava localizada em uma nova escola, a Felisberto de Carvalho, como Educadora de Apoio; porém tive de me afastar dessa função por causa de um convite a mais um novo desafio: ser Chefe de Secretaria da Escola Professora Adélia Leal Ferreira. Fui convidada a fazer parte da Secretaria Municipal de Educação, como Coordenadora de Apoio Pedagógico,e aceitei. Faço parte do Gertar II como formadora, e estou como aluna no curso de Gênero textual pela Universidade Federal de Pernambuco.
Pelo visto esse ano vai ser de muito trabalho e grandes desafios, que espero superá-los com muita competência e dedicação.
Enfim, este é o memorial de minha vida profissional da qual muito me orgulho e para a qual ainda devo muito... devo estudar muito mais, e sei que ainda há muito o que aprender. Em nossa vida muitas vezes temos medo de descobrir o "novo", mas correr riscos faz-nos crer ainda mais que só entenderemos o sentido de nossas vidas quando permitimos que o inesperado aconteça.